domingo, 25 de outubro de 2015

As Flores Falam


Um automóvel parou à porta de um cemitério e dele saiu o motorista que se dirigiu ao zelador, dizendo-lhe:

 -Minha patroa está bem doente e não pode andar, mas gostaria de falar com o senhor.

 Uma senhora bem avançada em idade, olhos cavos e fundos que não podiam esconder um profundo sofrimento, foi logo dizendo:

 -Nestes dois últimos anos tenho mandado 5 dólares por semana para comprar flores para serem colocadas na sepultura do meu filho. Venho hoje aqui, talvez pela última vez, porque os médicos dizem que tenho poucos dias de vida, e não queria morrer sem agradecer-lhe.

 O funcionário teve um momento de hesitação, afinal com voz trêmula confessou:

 -Sabe, minha senhora, eu sempre lamentei que estivesse mandando dinheiro para flores...

 -Como assim? Retrucou ela com certo ar de espanto.

 -É porque as flores duram tão pouco tempo. E aqui ninguém as vê! Pertenço a uma Associação de Serviço Social, cujos membros visitam os hospitais e os asilos dos velhos. Aí sim é que as flores fazem falta. Os internados podem vê-las e apreciar-lhes o perfume. Minha senhora, nos hospitais e asilos, há pessoas vivas.

 A senhora com manifesto aborrecimento ordenou ao motorista que desse partida.

 Tempos depois, o zelador do cemitério foi surpreendido com a visita da mesma senhora, que pessoalmente vinha dirigindo o carro, e logo foi dizendo:

 -Agora, eu mesma levo as flores aos doentes e aos velhos. O senhor tem razão, eles ficam radiantes e com isto eu me sinto feliz. Os médicos não sabem a razão da minha cura, mas eu sei. Eu tenho um motivo para viver.

 Descobriu ela que auxiliando os outros estava auxiliando a si própria. Compreendeu que as flores não foram feitas para embalsamar mortos, nem despistar a tristeza, mas para perfumar a vida de alegria e de felicidade.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Que tal uma reciclada?

Conforme dados de 2013, a União Europeia empregava na época 2 milhões de pessoas e tinha um rendimento de 145 bilhões de euros por ano com a reciclagem.

Este é o nosso vasinho reciclado, com hortelã.

Entre os maiores recicladores estão Alemanha, Bélgica, Holanda, Suíça e a Áustria, primeira do ranking que chegou a reaproveitar 62,8% do lixo gerado em 2010.