terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Mudar O Mundo - Plástico


Entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são consumidas em todo o mundo anualmente. No Brasil, cerca de 1,5 milhão de sacolinhas são distribuídas por hora! Achou muito? A natureza também.

Consumir sacolas plásticas de maneira consciente significa refletir antes de aceitar uma sacolinha. A compra é pequena? Será que não cabe na sua bolsa ou bolso? Você já tem uma sacola retornável? Que tal adquirir uma e economizar 6 sacolinhas plásticas? Está certo que reutilizamos as sacolinhas plásticas como sacos de lixo, mas pense bem: você não pega muito mais sacolinhas do que realmente precisa?

Quanto se trata de sacolas plásticas, a primeira atitude é RECUSAR sempre que possível. Novos hábitos vão ajudá-lo nesta tarefa e logo será estranho aceitar uma sacola plástica no comércio. Dizer simplesmente "Não, obrigado" é o primeiro passo.

As sacolas plásticas são motivo de enorme debate internacional. Seu consumo exagerado tem causado situações assustadoras. Na África do Sul, por exemplo, há tantas espalhadas pelas cidades, matas e rodovias que passaram a ser chamadas de "flor nacional", tamanha a quantidade vista em gramados, jardins e florestas. Na Índia, centenas de vacas morrem todos os anos ao ingerirem sacos plásticos. Milhares de tartarugas confundem as sacolas plásticas que chegam aos oceanos com águas-vivas, sua fonte básica de alimento, e morrem sufocadas. Já os norte-americanos jogam fora pelo menos 100 bilhões de sacolas plásticas por ano, o que significa o desperdício de 12 milhões de galões de petróleo.

Na Irlanda foi instituída a cobrança pelas sacolas plásticas, em 2002. Desde então, o consumo de sacolas plásticas caiu em 97%. Na China, a distribuição gratuita de sacolas plásticas foi proibida a partir de 2008: eram 3 bilhões de sacolas consumidas por dia! Na Austrália, os varejistas assinaram o programa do governo para banir as sacolas plásticas e já houve queda de 90% no consumo. Em 2007, os comerciantes de São Francisco, na Califórnia, foram obrigados por lei a banir as sacolas plásticas comuns. Agora a coleta do lixo é feita em coletores seletivos especiais, que não aceitam o depósito de sacolas plásticas: os resíduos orgânicos devem ser embalados em papel, jornal ou sacos de bioplástico certificado pelo Biodegradable Products Institute (BPI), que garante que o produto é feito de matéria-prima orgânica renovável.


E você, o que está fazendo para melhorar este cenário?

Este que vos escreve resolveu aderir à ideia há algum tempo. Comprei duas sacolas retornáveis e logo percebi uma redução no meu consumo de 80%. Passei a aceitar sacolas plásticas em quantidade suficiente apenas para armazenar lixo. Também comecei a reutilizar sacos transparentes para a embalagem de frutas e verduras levando-os de volta às compras.

As sacolas retornáveis que adquiri, além do baixo custo, são bastante resistentes, bonitas e cabem muita coisa. Como se pode ver, não é tão difícil pelo menos reduzir o impacto que causamos à natureza, à nós mesmos. Vamos lá, vamos fazer algo logo!

Somente para encerrar, a sacola da foto é uma das que adquiri.

Referência

http://www.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/producao-e-consumo-sustentavel/saco-e-um-saco/saiba-mais


sábado, 23 de janeiro de 2016

Quando o Amor Salva Uma Vida


Por muitos anos, o chipanzé Ponso foi usado como cobaia pelo laboratório New York Blood Center, em dezenas de biópsias e testes de anestesia em pesquisas sobre hepatite. 

Após a conclusão dos testes, a NYBC decidiu abandonar os chimpanzés, despejando-os em uma cadeia de ilhas perto da Libéria. Sem nenhuma fonte de alimentos ou de água doce, muitos morreram logo depois, de doenças e fome. 

O próprio Ponso era um dos 20 chimpanzés abandonados em 1983, sendo que em poucos meses, metade dos animais estavam mortos ou desaparecidos.

Nove que haviam sobrevivido tinham sido realocados. Pouco tempo depois cinco deles estavam mortos.

Por mais de 30 anos, o chimpanzé Ponso tem vivido em uma ilha deserta ao largo da Costa do Marfim graças ao apoio de um aldeão chamado Germain, que apesar de sua renda limitada, sempre passa para deixar comida para o chimpanzé solitário. 

Apesar de a dieta de pão e bananas não ser o suficiente para que o velho chimpanzé de cerca de 40 anos prospere, é o que o mantem vivo.

Sobrevivente, junto com sua companheira e seus dois filhos, sua pequena família morreu em um curto espaço de tempo em 2013. Germain, o aldeão, informou que Ponso ajudou a enterrar seus parentes jogando terra sobre eles.

Após a divulgação desta história, outras organizações passaram a trabalhar para ajudar estes animais. O Humane Society dos Estados Unidos recebeu inúmeras doações que lhes permitiram passar a cuidar de uma ilha liberiana que abriga a maior colônia de chimpanzés da região.

Fonte:


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Estudante Cria Luva Para Tremores de Parkinson


Faii Ong, um estudante de medicina do Imperial College de Londres criou uma luva que ajuda pacientes de mal de Parkinson a manter a firmeza das mãos. Usando giroscópios (mecanismos similares usados para manter a estabilidade de satélites no espaço), o dispositivo tenta controlar os tremores típicos de pacientes com a  doença.

O inventor do aparelho disse que o desejo de criar algo que ajudasse vítimas do mal de Parkinson surgiu quando ele participou da equipe que cuidava de uma paciente de 103 anos durante parte de seu treinamento.

Após elaborar diversos projetos, o estudante criou uma startup, e junto com outros colegas do Imperial College conseguiu levantar a verba para montar os primeiros protótipos do aparelho.

Giroscópios são pequenos discos de metal postos em rotação para conservar posição por meio do princípio físico de conservação de momento angular. Um objeto em rotação tende a permanecer rodando em torno do mesmo eixo e reage a forças que tentam deslocá-lo.

A ideia de usar esse tipo de mecanismo só veio após Ong testar outras abordagens, como uso de elásticos, molas, ímãs e outros componentes para controlar os tremores. Segundo a GyroGear, startup criada para desenvolver o produto, testes de bancada mostram que a luva especial, batizada de GyroGlove, foi capaz de reduzir a amplitude dos tremores em 80%. 

Esse grau de eficiência permitiria a vítimas de casos mais graves da doença voltarem a escrever, usar talheres e fazer café usando o invento.

Demonstrando protótipos, Ong já venceu três concursos de startups, que o ajudaram a capitalizar a GyroGear. A empresa ainda não tem data oficial para lançar seu primeiro produto de mercado.

A revista Technology Review, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), diz que o inventor ainda busca resolver alguns problemas finais associados ao produto, mas que a GyroGlove deve entrar no mercado em setembro de 2016, com preço estimado entre US$ 550 e US$ 850.

Fonte:

sábado, 2 de janeiro de 2016

Australianos Criam Projeto Para Limpar os Oceanos


Deixar o oceano livre de poluição para as futuras gerações;  esta é a proposta deixada por uma dupla de australianos. Andrew Turton e Pete Ceglinsky criaram um  projeto chamado The Seabin; uma espécie de lixeiro marítimo. A ideia é fazer uma revolução tecnológica relacionada à limpeza dos mares, deixando os oceanos mais limpos e consequentemente a vida marinha mais saudável. 

O lixeiro flutuante, ainda protótipo, é automatizado e recolhe tudo o que está na superfície da água, desde plásticos, papéis, combustíveis, detergentes, durante 24 horas por dia, sete dias por semana. A intenção dos criadores é começar por colocar os lixeiros em ambientes controlados, como é o caso de marinas, portos e clubes de iate. 

A invenção funciona de forma simples: através de uma bomba de água movida pela energia do mar, é criado um fluxo que conduz os detritos para o lixeiro. O lixo é, então, filtrado através de uma fibra natural colocada no recipiente, enquanto a água é conduzida de volta à marina. 

O diretor do projeto, Andrew Turton, é construtor de barcos e navegador, tendo concebido a ideia depois de inúmeras viagens à volta do mundo onde testemunhou a quantidade impressionante de poluição que existe nas marinas. O codiretor, Pete Ceglinsky, é um designer industrial e ambos estão atualmente sediados em Palma de Maiorca para o desenvolvimento deste projeto. 

The Seabin encontra-se neste momento com cerca de 20% do financiamento total atingido.

Foto:


Fonte: